O aumento da criminalidade e da violência neste início do terceiro milênio, o crescimento das rebeliões nos presídios, assim como os meios que as sociedades modernas dispõem ou procuram desenvolver para combatê-los, foram discutidos na última semana, em Brasília, durante o seminário ‘‘Sistema Penitenciário - verdades & mentiras’’. O evento foi promovido pelo Conselho da Justiça Federal em conjunto com o Superior Tribunal de Justiça e reuniu ministros do STJ e do Supremo Tribunal Federal, além de juízes e advogados especialistas em Direito Penal, do Brasil e do exterior.
O seminário teve início com uma análise do sistema penitenciário brasileiro, em palestra apresentada pelo ex-ministro da Justiça, José Carlos Dias. Dentro da mesma temática, uma mesa-redonda presidida pelo ministro do STF, Sepúlveda Pertence, debateu ‘‘A prisão’’.
Participaram desta mesa-redonda o juiz da Corte Superior da Califórnia (EUA), Randell L. Wilkinson, o professor do Instituto de Criminologia da Faculdade de Direito de Oslo (Noruega), Nils Christie e a secretária Nacional da Justiça, Elizabeth Sussekind. O ponto alto dos debates foi a apresentação do juiz Wilkinson do sistema prisional nos Estados Unidos, sob a pergunta: ‘‘Um País adiantado ou atrasado?’’.
As necessidades e formas de tratamento das pessoas que cumprem pena no Brasil também foram debatidas durante o seminário. Estes aspectos foram abordados durante o tema ‘‘O preso’’, que contou com a participação da gerente da Central Nacional de Apoio e Acompanhamento das Penas e Medidas Alternativas, do Ministério da Justiça, Vera Regina Muller.

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