O equilíbrio também deve estar presente no sistema mastigatório, parte do conjunto das cadeias musculares do corpo.
A fonoaudióloga Karina Jullienne de Oliveira Souza, de Londrina, explica que se a criança respira pela boca, por exemplo, deixa de estimular as vias áereas superiores. Isso faz com que o crescimento crânio-facial não seja adequado, levando ao desequilíbrio das cadeias musculares, e a compensações, como desvio da coluna, desvio da posição da cabeça, ou desvio da posição da língua, o que interfere na fala.
Outro problema comum é a mastigação unilateral, quando a pessoa usa mais um lado do que outro para mastigar. A fonoaudióloga explica que isso pode levar a um desgaste maior do dente do lado em que se mastiga mais, levando à perda de espaço entre um dente e outro.
O problema também pode acarretar encurtamento dos músculos da face daquele lado, causando assimetria facial, desgaste da articulação temporomandibular (ATM), ou dor à distância, que aparece em locais como ouvido, cabeça e fundo de olho. ''É preciso encontrar o fator desencadeante da dor e da disfunção'', explica.
Karina alerta ainda, para quem usa aparelho ortodôntico, que o que direciona o fechamento da oclusão dentária são os músculos e funções adequadas de mastigação e deglutição. ''E se você não trabalha isso pode usar aparelho por anos e depois ter recidiva'', afirma.
Segundo ela, sinais de assimetria no rosto podem ser indicativos de disfunções, como a DTM, e podem ser detectados pela auto-observação (confira quadro).(C.P.)

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