Sistema informatizado ajuda PF a identificar criminosos
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 03 de agosto de 2004
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba- A Polícia Federal (PF) deverá contar a partir de outubro com um sistema moderno de informatização que irá identificar os criminosos que tenham sido presos no País em qualquer estado brasileiro. A identificação será on-line através das impressões digitais. Com isso, a arma usada num crime em Curitiba e que tenha sido encontrada pela polícia poderá ser escaneada e, em questão de minutos, a identidade do assassino aparecerá na tela do computador. Todos os dados dele, como penas que cumpriu e processos que responde, também serão fornecidos na hora. Apenas não serão identificados pelo chamado Sistema Automatizado de Identificação por Impressões Digitais (Afis) os réus que nunca cometeram crimes anteriores (primários).
A intenção do governo federal é combater o crime organizado. ''A luta contra o crime tem que ser feita em rede, tem que ser feita com articulação, com cooperação, com parceria, com troca e com fluxo de informações'', disse ontem o ministro Márcio Thomaz Bastos, no lançamento do programa nacional, em Brasília.
No Paraná, o sistema só poderá entrar em operação depois da liberação do sistema, que ocorrerá em Brasília. Dois agentes federais paranaenses já foram treinados para operar o sistema. Entre as vantagens do Afis estão a rapidez, a precisão e a facilidade em identificar uma pessoa através da impressão digital num universo de milhões de dados.
O equipamento do Afis já chegou ao Paraná e exige, antes de ser operado, um treinamento rigoroso que envolve o conhecimento de procedimentos policiais, da operacionalização do banco de dados e da inserção de novos materiais. A PF terá a responsabilidade de concentrar todos os dados de criminosos presos nos estados pelas pelas polícias Civil, Militar, Rodoviária e a própria Federal. A intenção é cadastrar em média cerca de 10,4 mil fichas por dia em todo o Brasil depois que o sistema, com mais de 800 mil fichas, já estiver em operação.
Depois que o sistema estiver operando dentro dos organismos de segurança pública para cadastro e identificação de criminosos, ele poderá ser ainda levado para identificação de pessoas em aeroportos, portos e áreas de fronteiras.


