Curitiba- As operadoras que atuam no Paraná preferem não divulgar o número de celulares clonados e nem o prejuízo que contabilizam. Contudo, confirmam que o sistema TDMA e CDMA estão sujeitos à clonagem, principalmente quando usados fora da área de cobertura. Segundo especialistas, apenas a tecnologia GSM ainda não registrou nenhum caso de clonagem.
A Tim, que fez a denúncia do golpe ao Cope e que usa o sistama TDMA e GSM, informou que não abre os dados por questão de segurança. Já a Vivo, que usa o CDMA, informou que ''nem tem o levantamento dos casos de clonagem no Paraná e em Santa Cataria (região de atuação da operadora) porque são muito poucos''. Já Claro afirmou nunca ter sofrido com o problema, já que só usa o GSM.
O coordenador da área de garantia de receitas e de fraudes da Sercomtel, José Maria da Silva, afirmou que a operadora também não pode divulgar números de celulares clonados. Porém ele apontou que uma liberação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) no último dia 20 de agosto das ligações internacionais aumentou o número de clones. ''Antes o cliente tinha que ligar para a operadora para desbloquear para ligações internacionais. Com a resolução o cliente liga para bloquear, se quiser'', explicou.
Segundo o diretor de engenharia da Sercomtel, Wanderley Rezendo Neiva, a clonagem acontece no momento em que o celular está no modo analógico. E isso acontece logo que a pessoa liga o aparelho ou se ela está fora da sua área de cobertura e a banda de sua operadora no local está é diferente da original. ''Daí o celular vai para o modo analógico para funcionar'', explicou. Já o GSM opera em um único sistema em qualquer lugar e nunca vai para o modo analógico. Por isso, até hoje, ainda não há registro de nenhuma tecnologia que possa cloná-lo.

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