Sistema funciona nos Estados mais populosos
Londrina - Os dois Estados mais populosos do País já monitoram presos por tornozeleiras. Em São Paulo, o primeiro a adotar a prisão virtual, já foram investidos R$ 50 milhões para monitorar um contingente flutuante de 4,8 mil. Diariamente são monitorados todos os presos do regime semiaberto, que saem para trabalhar em empresas localizadas fora das áreas das prisões, além dos autorizados a frequentar atividades escolares.
Na avaliação da Secretaria da Administração Penitenciária, o resultado é altamente positivo. "Por se tratar de medida inédita, ele vem passando por alguns ajustes", informou por nota a assessoria da pasta.
Conforme a nota, "outro aspecto positivo do novo sistema pode ser verificado pelo fato de que tão logo o governo do Estado noticiou que os presos beneficiados com a saída temporária seriam monitorados eletronicamente, centenas deles procuraram a administração dos presídios onde cumprem pena com a finalidade de retificar os endereços que eles próprios haviam declarado, fornecendo aquele onde efetivamente poderiam ser encontrados. Isso demonstra que, até a última saída temporária, os endereços declarados pelos presidiários não eram verdadeiros", relata a assessoria. Por questão de segurança, os números de rompimentos de tornozeleiras não são divulgados.
Em Minas Gerais, 701 pessoas sob medida cautelar ou em prisão domiciliar - usam a tornozeleira. O monitoramento por enquanto é restrito à Região Metropolitana de Belo Horizonte. O valor do contrato não foi revelado, mas cada dia de monitoramento custa R$ 6,17 ao governo do Estado. Em um ano de operação, o sistema registrou 34 episódios de rompimento ou danificação. A punição varia conforme o caso e é determinada pelo juiz.(L.F.M.)





