Sistema elétrico está no limite, afirma especialista
São Paulo, 12 (AE) - O blecaute, na opinião do diretor-executivo da Associação Brasileira dos Grandes Consumidores Industriais de Energia (Abrace), Paulo Ludmer, pode ter ocorrido por algum acidente nos equipamentos, um vendaval, um raio ou até atos de terrorismo. Seja o que for, o especialista afirmou que "o sistema elétrico do País está no limite".
Embora a recessão, com a queda de produção, tenha contribuído para desafogar um pouco o sistema, "é um absurdo uma região responsável por 70% do PIB nacional ficar exposta a constrangimentos dessa natureza".
Ludmer lembrou que a falta de energia, além do caos na cidade, traz prejuízos econômicos: "Há fábricas que levam até dez horas para religar equipamentos, outras vão perder ativos, como as do setor de alumínio."
O sistema é sincronizado, tanto na queda quanto na religação de energia. Ludmer explicou que num sistema como Furnas ou Itaipu, as usinas estão interligadas em uma só malha e
ao ocorrer um determinado problema, elas vão-se desligando como forma de proteger-se. "Eletricamente essas usinas vão saindo do sistema, mas não deixam de gerar energia; elas se isolam para não sofrer com uma sobrecarga."
Quando o sistema volta a operar, as usinas também se vão reintegrando à rede de forma gradual. "É preciso que haja uma combinação entre o compasso da rede e da usina."





