São Paulo, 31 (AE) - O capitão José de Almeida Noronha disse que desenvolveu o seu controle estatístico e de avaliação de desempenho como uma forma de não tratar da mesma maneira os bons policiais e os de desempenho fraco. De acordo com ele, não é o fato de o policial lavrar mais ou menos multas que fará com que ele seja recompensado com folgas. "A autuação tem um peso pequeno na avaliação", afirmou. "Um mau policial pode passar em uma rua de estacionamento proibido, fazer 15 autuações em 20 minutos e ficar o resto do dia sem fazer nada ou, o que é pior, fazendo coisa errada".
O capitão citou o exemplo de três dos 11 policiais da 4.ª Companhia do 1.º Batalhão de Trânsito, recompensados pelo trabalho efetuado na primeira quinzena do ano. "Dois pertencem à guarda noturna e um deles faz serviço administrativo, ou seja, eles não saem para a rua", explicou. "Mesmo assim, pelo zelo que mostraram, mereceram a folga".
Preferência - Para Noronha, que apresentou o sistema no Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais da Polícia Militar, os policiais que mais atendem ocorrências são, geralmente, os que também mais fazem autuações e apreensões de veículos. "Existem policiais que registram um acidente de trânsito em uma hora e meia e outros que o fazem em 15 minutos; é lógico que a população prefere o que é mais rápido e eficiente".
As folgas são dadas para que os policiais de trânsito possam descansar pelo menos um fim de semana inteiro - a escala normal é de uma folga a cada dois dias de serviço. "Para não diminuir o número de homens disponíveis no fim de semana, os que folgam são substituídos", disse.
Noronha afirmou que, além do controle estatístico, foi instituído na companhia um quadro de valorização de pessoal, no qual figuram os policiais que alcançaram destaque no período. São levados em consideração desde prisões efetuadas ao interesse em cuidar das instalações do quartel. "Meu objetivo é ter uma polícia que possa cuidar bem da minha família."
O policial que comete irregularidades constantes é obrigado a comparecer após o trabalho no quartel para receber instrução. "Esse método é melhor do que dizer indiscriminadamente que 50% da tropa folga e 50% deve trabalhar.".

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