Sistema de Nacional de Atendimento Médico tem 133 mil associados
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quinta-feira, 04 de fevereiro de 1999
Por Juliana Junqueira 
São Paulo, 04 (AE) - Desde que foi lançado, em outubro do ano passado, o Sistema Nacional de Atendimento Médico (Sinam) recebeu mais de 100 mil adesões. Hoje, somando os cadastrados entre maio e outubro, período de pré-inscrição, o Sinam já reúne mais de 133 mil pessoas e prestadores de serviço em saúde em todo o Brasil. A regulamentação dos planos de saúde, no fim do ano passado, está sendo apontada como um dos fatores que levaram à grande procura pelo sistema.
"Muitos brasileiros, receosos com a nova lei, estão procurando garantir atendimento médico pelo Sinam", diz o presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), Antonio Celso Nunes Nassif. O sistema foi feito pela AMB para ser uma alternativa aos planos de saúde. A idéia é retirar o intermediário da relação entre médico e paciente. Para isso, o associado paga direto ao prestador de serviço, de acordo com a Lista de Procedimentos Médicos (LPM) da associação, que tem preços reduzidos. Uma consulta médica, por exemplo, está fixada em R$ 39,00.
Para Nassif, a regulamentação não trouxe os benefícios esperados pelos associados e pela classe. "Os pacientes continuam sem segurança quanto à cobertura de doenças preexistentes ou custo de mensalidade para quem tem mais de 60 anos", critica Nassif, que participou, na quarta-feira, do lançamento do Sinam no Paraná.
São Paulo lidera em número de associados, com mais de 65 mil pessoas e 22 mil profissionais. A partir de segunda-feira, os cadastrados de São Paulo vão receber em casa a carteira de identificação e o guia.
A AMB está aconselhando as pessoas já ligadas a algum plano a manter o convênio e também se filiar ao sistema. "Quem está renovando ou cadastrando-se agora pode optar por uma cobertura hospitalar pelo plano e as consultas pelo Sinam", disse. A AMB já está trabalhando com a Federação Nacional dos Hospitais em um sistema de cobertura hospitalar.


