Sistema de medição e avaliação é deficiente
As avaliações feitas pelo ministério esbarram na falta de dados disponíveis. O sistema de medição e o estado dos reservatórios foram herdados pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) e traz deficiências. O ONS avalia apenas os grandes rios, utilizados na geração de energia, deixando sem medição os rios intermediários e pequenos que são usados para abastecimento.
Devido a essa ''falha'', o governo pretende fazer um cadastramento das bacias disponíveis e instalar novos pontos medidores de nível da água. Com a tecnologia seria possível determinar a interrupção do uso da água para outros fins que não fossem o abastecimento da população.
Um convênio com a OMM (Organização Metrológica Mundial) garante U$ 2,1 milhões, nos próximos cinco anos, para a ampliação do número de medidores. Com isso, o governo será capaz de, em situações de emergência como a atual, obrigar empresas a interromper o uso do manancial. O abastecimento da população deve ser prioridade nesses casos, de acordo com a lei nº 9.433/97.
Outra medida será a identificação nacional de mananciais, por meio do Plano Estratégico de Abastecimento. O governo atualmente licita o plano, orçado em R$ 1 milhão, para um trabalho que vai até 2025.
Desperdício - Apesar de o brasileiro gastar muito mais que o recomendado pela OMS, o governo não estuda nenhuma campanha para alertar sobre o desperdício de água. A média nacional de consumo é de 150 litros gastos por habitante diariamente. O campeão nacional é o bairro Lago Sul, em Brasília, onde a média atinge 600 litros diários por pessoa.
A campanha de conscientização é vista como ''fundamental'' por Jerson Kelman, presidente da ANA, mas inviável por ''falta de recursos''. Nos próximos meses, a agência deve sondar veículos de comunicação para um ''esforço cívico'' na criação de campanha publicitária.





