Rio, 01 (AE) - A procuradora da República Gisele Porto constatou hoje, durante inspeção, que o programa usado na comunicação entre a Refinaria de Duque de Caxias (Reduc) e o Dutos e Terminais do Sudeste (DTSE) está sujeito a falhas, sobretudo humanas. Uma falha humana, segundo a Petrobras, fez com que o vazamento na Baía de Guanabara, dia 18, só fosse detectado quatro horas depois de seu início. Vazaram 1,3 milhão de litros de óleo.
A comunicação entre as unidades é feito por telefone, de duas em duas horas, pois o programa de medição automática do volume de entrada e saída de óleo ainda está em teste. Gisele poderá incluir uma nova cláusula no Termo de Ajustamento de Conduta, que deverá ser assinado na quinta-feira, para que a Petrobras se comprometa a fazer melhorias no programa de comunicação. Nove oleodutos cruzam a Baía de Guanabara e são monitorados dessa forma. A procuradora acompanhou uma equipe de peritos da Polícia Federal.

mockup