Sistema corre risco de colapso
Londrina - O secretário municipal de Saúde, Francisco Eugênio de Souza, disse que os recursos para a atenção básica são insuficientes, mas se não fossem aplicados no volume atual o sistema não suportaria a demanda de cirurgias e exames. "Somente nos oito primeiros meses do ano, fizemos 1,2 milhão consultas na rede básica, uma média de mais de duas consultas por habitante, e também temos uma procura de 500 mil exames a cada quatro meses. Se não fizermos isto, o sistema hospitalar pode entrar em colapso", lembrou.
O diagnóstico de Souza para a situação atual do SUS é que o volume de recursos em atenção básica deve ser ampliado gradativamente pelo governo federal. "É importante buscar um equilíbrio nos blocos de financiamento".
Ele disse que a ampliação do número de unidades básicas e das equipes do Programa Saúde da Família vai resultar, "automaticamente", numa redução nos gastos de média e alta complexidade, os procedimentos mais onerosos do sistema. "Melhorar a qualidade de vida da população é o principal desafio", afirmou.
Souza disse que os recursos poderiam migrar dos hospitais para a medicina preventiva com a redução do número de acidentes, principalmente com motos, uma política pública mais abrangente contra o uso de drogas, a redução da criminalidade e uma melhor conscientização dos usuários, que ainda se comportam de forma imediatista, buscando soluções nos hospitais e no pronto-atendimento, sem passar por uma unidade básica. (L.F.M.)





