Sistema aéreo brasileiro volta a enfrentar caos
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sexta-feira, 30 de março de 2007
Das agências 
O sistema aéreo brasileiro parou novamente ontem, seis meses depois do início da crise dos aeroportos. Após se amotinar e passar o dia aquartelados e em greve de fome, os controladores de tráfego aéreo do Cindacta-1, em Brasília, decidiram no final da tarde de ontem cruzar os braços e paralisar o espaço aéreo nacional. No início da noite, 18 grevistas foram presos.
O resultado da paralisação foi quase imediato: todas as decolagens do país foram suspensas, segundo a Infraero -em Congonhas (SP) e Tom Jobim (RJ), os escritórios locais diziam que os vôos da ponte aérea Rio-São Paulo e para o Sul estavam mantidos. Nos aeroportos pelo país, rapidamente filas começaram a se acumular, e passageiros em aviões foram desembarcados.
Os controladores reivindicam uma gratificação salarial emergencial, o fim de retaliações militares e garantias do processo de desmilitarização do setor. Eles se recusam a falar com oficiais militares e exigem a presença de uma ''alta autoridade'' do governo. Vetaram o ministro Waldir Pires (Defesa), e querem garantias diretas ou em nome do presidente Lula.
A maioria dos controladores é militar, o que significa que são proibidos pela Constituição de fazer greve. O paralisação começou às 18h40 em Brasília -responsável pelo Centro-Oeste e Sudeste, ou 75% do tráfego aéreo nacional. Os demais centros (Curitiba, Recife e Manaus) também aderiram.
Por volta das 19h, o governo caracterizou a situação como um ''motim'' e o comandante da Aeronáutica, brigadeiro-do-ar, Juniti Saiti, iria pessoalmente ao Cindacta-1, com a intenção de dar voz de prisão aos sargentos e tentar substituí-los por controladores militares não envolvidos na insurgência (que atuam na Defesa Aérea).
A decisão dos controladores era operar apenas os vôos que estavam no ar até os seus destinos originais e não permitir novas decolagens. As únicas exceções seriam para ambulâncias aéreas, emergências ou vôos de autoridades, que são acompanhados pela Defesa Aérea, outro setor do controle aéreo.
A expectativa dos controladores amotinados, no início da noite de ontem, era que o espaço aéreo ficasse congelado em algumas horas e os aeroportos iriam acumular passageiros com vôos cancelados.


