Beirute, 20 (AE-AP) - Enquanto os conflitos continuam no sul do Líbano, Síria e Líbano reafirmaram hoje (20) que fariam a paz com Israel apenas simultaneamente.
O ministro das Relações Exteriores sírio, Farouk al-Sharaa, recusou-se a dar a Israel qualquer garantia sobre restrição de ataques da guerrilha no sul do Líbano depois da retirada de suas tropas - objetivo principal da estratégia de paz de Israel.
Al-Sharaa falou a jornalistas, em Beirute, que as conversações de paz entre o Líbano e Israel iriam começar "muito provavelmente" depois da segunda etapa de negociações sírio-israelenses, possivelmente em janeiro. O ministro sírio chegou em Beirute para fazer um resumo ao governo libanês sobre as conversações entre Síria e Israel, realizadas em Washington.
O primeiro-ministro libanês, Salim Hoss, havia dito no sábado que o Líbano não assinaria um tratado de paz com Israel antes da Síria, mesmo que as topas israelenses se retirassem unilateralmente do sul do Líbano.
O exército israelense invadiu o Líbano em 1978 e 1982 com a meta de proteger sua fronteira do norte de Israel de ataque da guerrilha.
Al-Sharaa recusou-se a dizer se a Síria pressionaria os guerrilheiros libaneses para deter seus ataques contra forças israelenses.
Em ataques no domingo e hoje, aviões israelenses atacaram, por três vezes, supostos alvos guerrilheiros no sul do Líbano. Em resposta, a guerrilha abriu fogo contra posições das milícias aliadas. Não há informações sobre mortos ou feridos.

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