Sirene barulhenta incomoda vizinhos do Samu
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quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Lúcio Flávio Moura <br> Reportagem Local 
Londrina - Moradores e comerciantes vizinhos à base do Serviço de Atendimento Municipal de Urgência (Samu) no quarteirão da Rua Maranhão entre a Avenida Duque de Caxias e a Rua Uruguai, na Área Central de Londrina, afirmam que as sirenes, o entra e sai das ambulâncias e de suspostas algazarras dos motoristas e socorristas comprometem o atendimento nas lojas e o sono da madrugada.
Incluída na expansão da rede instalada, a unidade começou a funcionar em novembro do ano passado. A base realiza, em média, 300 atendimentos por mês, de acordo com a coordenação do Samu.
O comerciante Pedro Vicci, de 75 anos, que mora há 50 anos num apartamento em frente à base, reclama que o barulho nas madrugadas e nas tardes de sábado e domingo tem ''perturbado sua paz''. Hipertenso, ele diz que se assusta com o ruído das sirenes e com as conversas dos socorristas e motoristas com os vigilantes da unidade.
''Teve uma noite que eles falavam tão alto que fomos obrigados a pedir que eles parassem para a gente dormir'', conta a comerciante Aniele Matsukura, 24 anos.
Vicci lidera o grupo dos descontentes com a localização da base. Ele já enviou três cartas - duas para o prefeito cassado Barbosa Neto e uma para o atual Joaquim Ribeiro - pedindo providências do Município. ''Ninguém respondeu. Encarei isso como um descaso com alguém que paga tantos impostos e que merece ser respeitado'', disse. O comerciante promete ingressar em breve no Ministério Público com um pedido para suspender o funcionamento do serviço naquele endereço. Proprietário de imóveis para alugar, Vicci diz que pelo menos três imóveis estão desocupados por falta de interessados. ''Os interessados desistem quando são informados sobre o transtorno que o Samu provoca neste trecho'', reclama.
''Os clientes da loja se assustam muito a cada saída de ambulância. Acredito que não haja necessidade de ligar a sirene aqui. E muitas vezes a sirene é usada até para o traslado de servidores de uma unidade a outra'', conta o comerciante Nelbner Colomera, que trabalha em um ponto comercial bem próximo à base. ''É uma barulheira danada'', concorda o vizinho Daniel Assunção. Já Alaide Roseli, também comerciante, diz que a localização da base é inadequada. ''Ela teria que ser mais afastada do Centro''.


