Sinttrol acusa empresas de deslealdade
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sexta-feira, 23 de julho de 2010
Micaela Orikasa e Vinícius Fonseca<BR>Reportagem Local 
O sindicato dos trabalhadores do sistema viário (Sinttrol) acusou ontem à noite as empresas de transporte coletivo de Londrina de ''deslealdade''. João Baptista da Silva, presidente do Sinttrol, classificou de ''atitude anti-sindical'', o fato de as empresas Transporte Coletivo Grande Londrina e Londrisul terem marcado reuniões com os seus funcionários em horários próximos daqueles em que deveriam comparecer à sede do sindicato para votar a proposta de reajuste de 7% apresentada pelo sindicato patronal na última quinta-feira.
''Isso impossibilitou que a maioria dos trabalhadores comparecessem às nossas reuniões, o que impede uma posição da categoria'', afirmou Silva. Na tentativa de votar a proposta, novas reuniões estão marcadas para esta terça-feira de manhã. O Metrolon (orgão que representa a classe patronal) respondeu que encontros com seus funcionários sempre ocorrem em épocas de negocição e também deseja a resolução rápida do impasse.
Ontem pela manhã, cerca de 40 pessoas - entre motoristas e cobradores - se reuniram na sede do Sinttrol para discutir a proposta do Metrolon, de 7% de reajuste e estabilidade aos cobradores. Esse índice seria apenas meio ponto percentual a mais do que a penúltima oferta apresentada. Segundo João Batista da Silva é preciso ''dissecar a proposta'', esclarecer toda a categoria, para enfim, chegar a uma decisão.
Durante a reunião, foram distribuídos xerox da matéria publicada ontem na FOLHA, que anunciava ''a proposta final'' do Metrolon. ''Eles (sindicato patronal) partiram para o enfrentamento dizendo que é a última proposta, mas é a categoria que fala pelo sindicato. É por isso que estamos reunidos aqui hoje (ontem). Se for preciso fazer mais dez reuniões como esta, iremos fazer, pois a proposta oferece melhorias para alguns grupos de trabalhadores, mas também diminui a massa salarial'', alegou Silva, que não demonstrou interesse pela paralisação dos trabalhadores. ''Enquanto houver discussão, não haverá greve da categoria'', garantiu.
O motorista da TCGL, Everaldo Bento, que exerce a profissão há mais de 11 anos, enfatiza a importância de todos os trabalhadores participarem das reuniões. ''É preciso discutir a proposta e encontrar um equilíbrio entre as partes'', afirmou. A reinvindicação dos trabalhadores é o reajuste dos salários em 9,51% e a renovação de cláusulas existentes, principalmente no que diz respeito às condições de trabalho.


