São Paulo, 07 (AE) - O Sindicato dos Trabalhadores de Telemarketing e de Radiochamadas do Estado de São Paulo (Sintratel) realiza amanhã, em São Paulo, manifestação para denunciar irregularidades trabalhistas que estariam sendo cometidas pela Atento, empresa de telemarketing do grupo espanhol Telefônica, que presta serviços para a Telefônica no Brasil.
Segundo o presidente do Sintratel, Marcos Roberto Emílio
o seu sindicato acaba de enviar ao Ministério Público uma queixa contra a Atento, alegando que a companhia estaria seguindo a convenção coletiva de outro sindicato, o Sindicato do Trabalhadores em Telecomunicações (Sintetel), para reduzir as despesas com salário, cujo piso é menor. Ele conta que o piso da Atento é de R$ 325 enquanto o piso da convenção coletiva do Sintratel é de R$ 388.
"Queremos que os trabalhadores de telemarketing sejam enquadrados na nossa convenção coletiva", diz Emílio. A diretoria do Sintetel contesta que o atendimento prestado pela Atento para a Telefônica seja caracterizado como um serviço de telemarketing, que envolve a venda de produto. Nesse caso, a diretoria do Sintetel diz que se trata de um atendimento receptivo para dar conta das necessidades de clientes.
Emílio, do Sintratel, aponta outras irregularidades que, na sua avaliação estariam sendo cometidas pela Atento, como a falta de pagamento do vale-transporte e vale-refeição.
O diretor da Atento, Agnaldo Calbucci, contesta as acusações e argumenta que dos 8.200 funcionários, poucos ganham o piso. Além disso, o executivo diz que seus empregados recebem uma remuneração variável de 20%, que totaliza um salário de R$ 390, superior ao piso do Sintratel, de R$ 388. Quanto ao vale-refeição, ele diz que esse não é benefício oferecido pela sua empresa e admite que possa ter ocorrido "erro operacional" no pagamento da vale-transporte.

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