SinSaúde não descarta greve em janeiro
O Sindicato dos Trabalhadores em Saúde de Londrina e Região (SinSaúde) informou que recorreu ao Ministério Público do Trabalho (MPT) para mediar um acordo com a direção do Hospital Cristo Rei, em Ibiporã. Cerca de 200 funcionários cobram da instituição o pagamento de encargos trabalhistas e benefícios atrasados como vale-transporte, além da quitação do 13º do ano passado. "Vamos aguardar até o dia 15 de janeiro para convocar uma assembleia da categoria para discutir a possibilidade de uma paralisação. Os funcionários estão insatisfeitos e não descartam a greve. A defasagem na tabela de pagamentos do SUS e os cortes no Ministério da Saúde e no governo estadual tiveram consequências para os trabalhadores na área da saúde", afirmou o diretor do sindicato, Aldecir dos Santos.
O administrador do Cristo Rei, Gilson César de Oliveira, lembrou que o hospital passou por uma intervenção judicial no ano passado, que culminou com o afastamento de diretores suspeitos pelo desvio de recursos. "Não havia recolhimento de FGTS e fornecedores também não eram pagos. Estamos juntando os cacos para melhorar a situação. Estamos priorizando a manutenção sem condição para investimentos", comentou. Segundo ele, o repasse do Estado no valor de R$ 185 mil estaria atrasado há dois meses, referente a um convênio dividido em 12 parcelas. "São cerca de R$ 350 mil de dívidas em vale-alimentação e R$ 2 milhões de FGTS atrasados. Assim, não é possível nem obter empréstimos pela falta de certidão negativa", desabafou. Aproximadamente 70% dos atendimentos são realizados via SUS no Cristo Rei, hospital que atende pacientes de mais cinco municípios, além de Ibiporã.
Em Foz do Iguaçu, o Hospital Municipal suspendeu a realização de cirurgias eletivas por falta de estrutura para os procedimentos. Com uma dívida estimada em R$ 40 milhões, o local corre o risco de fechamento. Na sexta-feira, a prefeitura confirmou o repasse do governo do Estado em R$ 7 milhões. De acordo com o município, parte dos recursos serão utilizados para pagamentos de salários atrasados de médicos e funcionários. Apesar do repasse, o CRM confirmou para hoje uma vistoria no local para verificar a precariedade da estrutura física e a qualidade do serviço oferecido aos pacientes. (R.F.)





