Sinepe recomenda suspensão das aulas
Em reunião com cerca de 200 associados, o Sindicato das Escolas Particulares do Paraná (Sinepe-PR) recomendou a suspensão das aulas até o dia 10 de agosto. Segundo o presidente da entidade, Ademar Batista Pereira, a decisão foi baseada em orientações de médicos que avaliaram ser grande o risco de contágio da doença nos ambientes escolares.
Alguns grupos de ensino já haviam divulgado a suspensão das atividades em função da epidemia da nova gripe. Pereira conta que outro motivo para a decisão seria a abstenção de alunos nas instituições que já retornaram das férias, chegando a 50% de ausência principalmente nas séries mais iniciais. Todos os representantes de escola que participaram da reunião foram unânimes em aceitar a decisão. Mas, como não podemos impor nada, cada uma vai avaliar a sua situação, disse. Ele citou o caso dos cursinhos que, devido ao exame do Enem em outubro, devem manter seus calendários para vencer o programa da prova.
A orientação foi repassada para as 1,9 mil escolas particulares paranaenses associadas ao Sinepe-PR. O sindicato que representa as instituições de Londrina, Maringá e região deve avaliar hoje se adota ou não a medida. A Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) e Universidade Positivo anunciaram que aderiram à suspensão.
Nós avaliamos que suspender as aulas não traz um resultado efetivo neste momento. Sabemos que outros estados e países fizeram esta recomendação, mas a pandemia tem ritmos diferentes em locais diferentes. Mas isso está em constante reavaliação, disse o diretor-geral da Sesa, André Pegorer.
Vacina
O Ministério da Saúde adiou de ontem para hoje a apresentação do primeiro lote do oseltamivir contra a gripe suína, produzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Oficialmente, a Pasta alegou problema de agenda de seu representante, mas fontes do Farmanguinhos, laboratório da Fiocruz responsável pela produção de medicamentos, informaram à reportagem que a produção foi parcialmente interrompida por um defeito no sistema de umidade da sala onde é feito o encapsulamento.
O diretor do Farmanguinhos, Hayne Felipe, através da assessoria de comunicação, admitiu o problema com a umidade num dos testes com pequenas quantidades de matéria-prima. Segundo ele, houve um desajuste no equipamento que umedeceu algumas cápsulas. Elas foram invalidadas. No entanto, negou a interrupção da produção. Felipe afirmou que o primeiro lote está bastante adiantado e será entregue até sexta-feira. (M.R.M.)





