Sinepe orienta escolas sobre pulseiras
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 06 de abril de 2010
Marcela Rocha Mendes<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Enquanto o projeto de lei que proíbe a comercialização das chamadas ''pulseiras do sexo'' tramita na Câmara Municipal de Curitiba, o Sindicato das Escolas Particulares do Paraná (Sinepe-PR) se antecipou e fez uma recomendação em relação ao objeto para as instituições de ensino do Estado. Para o sindicato, o acessório é um modismo, no entanto, quanto maior a polêmica, maior será a exposição das crianças e adolescentes. O presidente da entidade, Ademar Batista, defende que, antes da proibição, as escolas devem trabalhar a questão da sexualidade dentro da sala de aula.
Para Batista, ''a pulseira em si não tem nada a ver com a história. Se simplesmente proibir, vai só mudar o objeto foco''. O sindicato orienta que apenas em casos extremos elas sejam banidas das dependências escolares, assim como os bonés, celulares, joias, entre outros. ''Proibir dá resultado quando o problema é o objeto em si, como o celular que atrapalha''.
De acordo com o diretor administrativo das unidades do Expoente, José Luiz Amálio de Souza, o estabelecimento iniciou o trabalho de responsabilidade com o enfoque na sexualidade logo que surgiu a polêmica sobre as pulseiras, no segundo semestre do ano passado. ''Para cada faixa etária foi uma abordagem diferente e mostramos para os pais que tinha que haver parceria entre escola e família''. Segundo ele, a escola não teve nenhum problema em relação as pulseiras.
No projeto de lei protocolado no dia 31 de março pelo vereador Algaci Túlio (PL), além de proibir as pulseiras, o corpo docente das instituições da Rede Municipal de Ensino devem promover reuniões com os pais dos alunos para orientá-los com relação as situações envolvendo questões sexuais.


