Síndrome do Pânico tem novidade
PUBLICAÇÃO
domingo, 19 de junho de 2005
Leandro Quintanilha<Br>Agência Estado 
Parece um enfarto: coração acelerado, desconforto no peito, tontura, boca seca, medo de morrer. E o tratamento de emergência consiste em colocar um pequenina pílula embaixo da língua, como aquela de nitrato prescrita para enfarto. Mas é Síndrome do Pânico. A indústria farmacêutica acaba de lançar um ansiolítico (calmante) de ação rápida para ser tomado durante a crise. Antes, havia pouco o que fazer - era sentar no meio-fio, respirar fundo e esperar o tormento passar. Agora, com a pílula sublingual, o alívio é quase instantâneo.
O Rivotril (clonazepan) sublingual, da Roche, é um aprimoramento de um calmante homônimo indicado para transtornos de ansiedade em geral. ''A diferença é que, na forma de pílula sublingual, a ação é mais rápida'', explica o psiquiatra Marcelo Feijó de Mello, professor do Departamento de Psiquiatria da Unifesp.
Uma crise de pânico pode durar até uma hora nos casos mais graves, mas geralmente passa em menos de 10 minutos. ''Os calmantes comuns só começariam a agir depois de encerrada a crise.'' Por isso, até hoje esses medicamentos eram usados apenas para prevenção.


