Síndrome do ombro congelado
PUBLICAÇÃO
domingo, 30 de agosto de 2009
Gilberto Anauate* 
A síndrome do ''ombro congelado'', conhecida também como bursite, pode ter início com uma aparentemente simples dificuldade de se vestir ou alcançar um objeto no alto de uma prateleira. O problema é a rapidez com que a pessoa pode ter seus movimentos limitados pela dor. Para o paciente, é como se o ombro estivesse mesmo congelado, impossibilitando movimentos simples, como o de alcançar o bolso de trás da calça.
A bursite é caracterizada pela inflamação da articulação do ombro, podendo afetar músculos, nervos e fluidos sinoviais. Geralmente, a síndrome do ombro congelado está associada a dores no pescoço ou mesmo na coluna. O diagnóstico inicial e o tratamento devem levar em consideração essas outras partes do corpo.
Mulheres com idade entre 40 e 50 anos formam o grupo mais atingido pela doença, podendo estar associada a quedas ou mau jeito. Pessoas que praticam esportes que forçam muito os ombros, como tênis e voleibol, são fortes candidatas a sofrer desse mal, assim como aqueles que têm diabetes, disfunções na tireoide, ou mesmo que apresentem níveis altos de triglicérides.
A boa notícia é que a síndrome do ombro congelado não dura para sempre. Mas, quando não diagnosticada e não tratada pode restringir os movimentos por cerca de seis meses, no mínimo. Além de medicamentos injetáveis, a fisioterapia é recomendada na maioria dos casos.
Apesar da dificuldade de movimentação da articulação, um bom profissional deverá prescrever exercícios específicos para fortalecer os músculos e dissolver a tensão causada pela dor.
*Gilberto Anauate é médico ortopedista, chefe do Departamento de Ortopedia do Hospital Santa Paula (SP) - www.santapaula.com.br.


