São Paulo(AE) - A estudante Flávia dos Santos Silva, de 12 anos, tem a rotina típica de todo adolescente: TV, computador, livros e cadernos. De dois anos para cá, sente que os olhos ardem e ficam muito irritados quando passa muito tempo nestas atividades. ''Parece que eu tenho uma 'areinha' no olho, que coça muito e fica vermelho'', conta. O oftalmologista identificou o problema: Síndrome do Olho Seco, consequência da falta de umidade e lubrificação adequadas nos olhos. O problema atinge 20% da população, mas é relativamente fácil de tratar.
''Olho seco é uma situação extremamente frequente, sobretudo em mulheres de mais de 50 anos, que apresentam variação hormonal devido à menopausa. É um distúrbio relacionado à lágrima. Qualquer alteração em um dos três ingredientes da lágrima - água, gordura e proteína - mexe no mecanismo e dá a impressão de secura nos olhos'', explica Rubens Belfort Jr., professor-titular da disciplina de Oftalmologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
A lágrima protege a superfície ocular de infecções e agressões de agentes externos, como sujeira e poluição. Sua produção insuficiente desencadeia sintomas como ressecamento excessivo, coceira, queimação e maior sensibilidade à luz.
''Uma em cada cinco pessoas tem olho seco por diversas causas. O uso de computadores, que não deixa o usuário piscar pela atenção visual em excesso, é um grande exemplo. Todas elas, com o uso de colírios em algumas oportunidades, convivem sem maiores traumas com o problema'', afirma o oftalmologista Renato Ambrósio Jr., coordenador do Departamento de Cirurgia Refrativa do Hospital de Olhos do Méier (Refracta-RIO).

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