Sensação de estar com areia nos olhos, peso nas pálpebras, olhos vermelhos, embaçamento da visão ao fazer algum tipo de esforço visual e sensibilidade à luz aumentada... Quem apresenta diariamente algum destes sintomas deve ficar atento e procurar um oftalmologista, pois pode estar sofrendo com a Síndrome do Olho Seco, que na verdade, é uma deficiência na qualidade e/ou na quantidade de lágrima que o organismo produz.
''Ao contrário do que muitos pensam, este tipo de problema ocular é muito comum, mas, por ter causas multifatoriais, pode ser confundido com outros distúrbios como infecções ou alergias oculares'', alerta o oftalmologista Virgilio Centurion, diretor-clínico do IMO.
No dia-a-dia, qualquer pessoa pode apresentar os sintomas da doença por várias causas que vão desde ambiente seco com muito vento ou situações extremas de temperatura. Usuários de computadores que, em frente ao monitor, diminuem o reflexo do piscar também podem ser vítimas da doença. O uso inadequado de lentes de contato e algumas cirurgias oculares ou de pálpebra também podem causar a síndrome ou induzi-la, ainda que transitoriamente.
A Síndrome do Olho Seco não escolhe seus alvos por sexo, apesar das alterações hormonais femininas geradas na pós-menopausa poderem ser fatores desencadeantes do seu surgimento. Tabagismo e distúrbios alimentares também podem levar ao aparecimento do problema. ''Entretanto, pessoas com doenças inflamatórias como reumatismo, doenças hormonais como diabetes mellitus ou distúrbios da tireóide apresentam a síndrome do olho seco com mais frequência. Preventivamente, estes grupos devem procurar o oftalmologista, pelo menos uma vez por ano, para prevenir complicações'', alerta Virgilio Centurion.
Segundo Centurion, a sínpode causar desde inflamação até a úlcera de córnea, além de infecções oportunistas, problemas que, em alguns casos - ''ainda que muito raramente, podem levar a redução da visão'', diz o médico.
As lágrimas representam o mecanismo natural do organismo para proteger a superfície ocular contra infecções e efeitos maléficos da sujeira e da poeira. Elas ajudam a estabilizar a superfície corneana para que a visão permaneça clara e sem distorções. ''Uma produção adequada de lágrimas é importante para a manutenção da saúde, do conforto e da capacidade de controle de infecções do olho'', afirma a oftalmologista Sandra Alice Falvo, que também integra o corpo clínico do IMO. ''Quando o organismo não produz lágrimas suficientes para realizar essas funções, é necessário usar colírios que ajudem a umidificação dos olhos'', diz a médica.
A causa da síndrome é o fator determinante para definir o tratamento para cada caso, que poderá ser baseado em reposição ou conservação de lágrimas. ''O oftalmologista é o profissional adequado para detectar a causa da doença e orientar sobre o seu tratamento'', aconselha a médica.

Serviço:
IMO - Instituto de Moléstias Oculares. Endereço: Avenida Ibirapuera, 624, São Paulo. Telefone: (11) 5573 6424. Site: www.imo.com.br

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