São Paulo, 21 (AE) - O presidente do Sindicato da Indústria Têxtil (Sinditêxtil), Paulo Skaf, criticou o projeto de Lei nº 20, de 1998, que entrou em discussão na Assembléia Legislativa de São Paulo, na última quinta-feira e pretende cobrar das indústrias paulistas a utilização da água. Segundo Skcaf, será um tributo extra, além das já existentes cobranças das taxas de tratamento e uso de rede de esgoto. O governo justifica, segundo o Sinditêxtil, necessitar de mais recursos para proteger as bacias hídricas de São Paulo.
Para Paulo Skaf, também presidente da Câmara Ambiental Têxtil de São Paulo, a indústria tem preocupação com a preservação da bacia hidrográfica, mas a discorda da cobrança desse novo ônus. Ele explica que, no momento, o setor industrial
em particular o têxtil, está procurando expandir-se e gerar empregos no País. Paulo Skaf argumenta que esse novo pagamento vai se somar aos já existentes "custos Brasil e São Paulo" que as indústrias, a agricultura e os produtores "carregam nas costas". "Não entendo porque cada vez que se vai fazer alguma coisa no Estado ou no País há necessidade de um novo custo", lamenta.
O presidente do Sindistêxtil concorda que o Estado deve ter recursos para zelar pela água, mas sem a necessidade da criação de mais impostos. "Vamos proteger nosso meio ambiente, preservar nossas bacias, cuidar e zelar pela água do Estado, mas sem onerar ainda mais o produtor de São Paulo", diz. Ele justificou o fato de estar reclamando antes mesmo de a lei ser aprovada. "São Paulo tem os menores incentivos fiscais, a mão-de-obra é a mais cara do País, e mais uma vez o Estado vai cobrar uma taxa que não existe em nenhum outro lugar do País". Sua intenção, explicou, é evitar que o projeto seja levado a votação, tal como está.

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