Sindiprol reforça ações de conscientização junto à comunidade
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sábado, 27 de julho de 2019
Simoni Saris - Grupo Folha 
Representantes do Sindiprol-Aduel (Sindicato dos Professores do Ensino Superior Público Estadual de Londrina e Região) reuniram-se na manhã deste sábado (27) para discutir os rumos da greve da categoria, deflagrada em 2 de julho. O sindicato representa os professores da UEL (Universidade Estadual de Londrina), Uenp (Universidade Estadual do Norte do Paraná) campus Jacarezinho, Bandeirantes e Cornélio Procópio, e Unespar (Universidade Estadual do Paraná), campus Apucarana. Somente em Londrina, 1.650 professores e 1,5 mil servidores aderiram à paralisação, com exceção dos funcionários do HU (Hospital Universitário).

Na reunião, a entidade decidiu emitir uma nota explicativa sobre a mobilização e marcou para a manhã de terça-feira (30) uma nova reunião. Foi decidido ainda manter as panfletagens nos locais onde é feita a prestação de serviços para a comunidade externa, como HU, HV (Hospital Veterinário), HC (Hospital de Clínicas) e EAAJ (Escritório de Aplicação de Assuntos Jurídicos). Essas ações já vinham sendo feitas nos últimos dias para conscientizar a comunidade sobre as dificuldades financeiras enfrentadas pela UEL e que podem acarretar a suspensão dos atendimentos. Os docentes também definiram que os trabalhos da última assembleia, realizada em 24 de julho, serão retomados na próxima quarta (31) ou quinta-feira (1º).
“O governo do Estado tem implementado uma política de precarização das universidades. Aqui na UEL, em particular, a gente tem sofrido muito porque como não há reposição de docentes e de técnicos, os serviços ficam prejudicados e isso coloca em risco o atendimento para a população”, disse o presidente do Sindiprol-Aduel, Ronaldo Gaspar. “Temos muita vontade de encerrar a greve desde que o governo cumpra pelo menos alguns itens da nossa pauta.”
Proposta
Quase um mês após o início da paralisação, servidores e representantes do governo do Paraná ainda não entraram em acordo sobre a pauta de reivindicações dos grevistas. O funcionalismo calcula em 17% o deficit nos vencimentos de 32 categorias nos últimos 40 meses e o governador Ratinho Junior propôs conceder, em janeiro, uma antecipação de 2% dos 4,94% de perdas inflacionárias acumulados no último ano. O restante seria parcelado ao longo de 2020. Segundo Ratinho Junior, a reposição a todos os servidores custaria R$ 1 bilhão ao caixa do Estado. A proposta, no entanto, foi rechaçada pelos servidores. Eles afirmam que o governo tem condições de repor a inflação em uma única parcela.
“O governo não apresentou propriamente uma proposta, ele fez uma programação de defasagem porque, na verdade, os 2% iniciais que ele pretende dar no início de janeiro, na verdade, nem ao menos cobre a inflação daqui até lá, ou seja, a defasagem atual permanecerá mesmo com os 2% de janeiro e com a inflação futura, a tendência é aprofundar a defasagem salarial”, avaliou o sindicalista.


