Sindipol protesta contra condições de distritos
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terça-feira, 30 de abril de 2013
Danilo Marconi<br>Reportagem Local 
Londrina O Sindicato dos Policiais Civis de Londrina e Região (Sindipol) realizou ontem uma manifestação contra as más condições de trabalho nos distritos policiais (DP). A categoria reclama do desvio de função, uma vez investigadores estão realizando a guarda de detentos, e de insegurança, já que as carceragens dos 4º e 5º DPs estão superlotadas. O sindicato organizou uma carreata e pendurou faixas nas entradas dos distritos.
O 4º DP, construído inicialmente para abrigar 24 presos, estava ontem com 110 homens. Já o 5º DP, que tem a mesma capacidade, estava ainda mais sobrecarregado, 112. Apenas cinco auxiliares de carceragem se revezam nos cuidados dos presos, o que obriga policiais civis a também desempenharem a função. O delegado chefe da 10ª Subdivisão de Londrina, Márcio Amaro, afirmou à FOLHA no início do mês que são necessários oito pessoas para garantir escala mínima de serviço em uma carceragem.
A Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp) empregava 18 auxiliares de carceragem em janeiro, mas o contrato temporário expirou. Os atuais servidores estão cedidos pela Secretaria de Justiça (Seju). A guarda compartilhada nos distritos londrinenses, cogitada anteriormente pelo governo, não saiu do papel.
"Estamos mostrando para o governo a insatisfação e o risco que os policiais estão expostos. A categoria está insegura, o policial que prende hoje é o mesmo que tem que cuidar do preso lá dentro. A situação nas carceragens está complicada, é uma panela de pressão que uma hora ou outra vai explodir", alertou o presidente do Sindipol, Ademilson Batista.
A Sesp, por meio da assessoria de imprensa, informou que dez auxiliares estão sendo contratados. No entanto, a documentação ainda não foi publicada pela Casa Civil. A nota ainda descreve que continuam as tratativas com a Seju e conclui relatando que o problema da superlotação carcerária é uma herança que o atual governo tenta solucionar.


