Sindicombustíveis quer investigação em distribuidoras
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quarta-feira, 10 de março de 1999
Por Evandro Fadel 
Curitiba, 11 (AE) - O Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis Minerais do Paraná (Sindicombustíveis) deve entrar amanhã com uma representação no Ministério Público pedindo a verificação dos estoques de combustíveis das distribuidoras instaladas em Araucária, na região metropolitana de Curitiba, nos dias 9, 10 e 11. "Constatamos que houve sonegação no pool de combustíveis", afirmou o presidente do sindicato, Roberto Fregonese. Quarta-feira, cerca de 300 caminhões formaram fila nas portas das distribuidoras. Hoje o movimento era normal.
O sindicato orientou os associados que estavam sem combustível a registrar boletins de ocorrência nas delegacias para se precaver contra ações de clientes. "É uma prova de que estavam sem combustível", disse Fregonese. Ele afirmou que incluirá na representação cópias dos boletins e fotos da fila de caminhões. "Temos também notas de pessoas que pagaram antecipadamente e não receberam o produto." Segundo ele, apenas a Shell atendeu a todos os pedidos e hoje continuava entregando o produto com o preço antigo.
O coordenador de Suporte de Vendas da Texaco, Jerônimo Mendes, classificou como "asneira do tamanho de um elefante" a atitude do presidente do sindicato de fazer uma representação ao Ministério Público. "O governo antecipou a informação do aumento e, nesse período, todos querem encher o tanque, inclusive o dono do posto", disse Mendes. O problema, segundo ele, é a falta de maior capacidade operacional no pool. "O presidente do sindicato sabe que o problema é operacional." Mendes afirmou que a Texaco entregou cerca de 40% a mais que a cota diária somente na quarta-feira, precisando avançar sobre o estoque de demanda. "Nós não temos interesse em segurar estoque", garantiu. "O combustível é um produto que gira muito rápido e representa também dinheiro rápido." A assessoria de Imprensa da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, informou que a produção e entrega de combustível para as distribuidoras mantiveram as cotas normais.
O Sindicombustíveis orientou os associados a repassar para os consumidores o índice de 6,5% no preço da gasolina e de 7,2% no diesel, conforme foi anunciado pelo governo, mas muitos aguardavam os comunicados sobre os novos preços que serão cobrados pelas distribuidoras. "Novos ajustes devem acontecer"
disse o presidente do sindicato. Segundo levantamento do sindicato, o aumento médio das principais distribuidoras de combustíveis foi de 9% para a gasolina comum e de 9,2% para a aditivada, enquanto o diesel teve reajuste médio de 10%.


