Síndico não se apresenta à polícia e tem prisão decretada
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quinta-feira, 25 de fevereiro de 1999
Por Jobson Lemos, especial para a AE 
São Paulo, 26 (AE) - O síndico Selsino Gonçalves Souto, que na terça-feira matou a tiros o professor José Marques de Souza, não se entregou à polícia, como era esperado. Hoje à tarde, ele revelou que quer responder ao processo em liberdade, o que não é possível por causa da decretação de sua prisão temporária. "Não quero ser preso com bandidos, sou pai de família", disse.
O síndico afirmou que as imagens registradas pelas câmeras de vídeo no andar em que o professor morava não representam toda a verdade. "Há um lapso de três segundos que não aparecem". Nesse intervalo, Souto disse que Souza o agrediu. Ele teria ido ao apartamento do professor para conversar com ele e sua mulher sobre as cartas que Souza enviara e nas quais Souto era desqualificado. "Ele me ofendia". Segundo o síndico, após tocar a campainha do professor e não ter resposta, esperava o elevador para voltar ao seu apartamento no 12.º andar. Quando chegou, ele disse ter sido surpreendido pelo professor, que, ao abrir a porta, imediatamente o agrediu. "Ele disse: o que você está fazendo aqui, seu sem-vergonha?" Nesse momento, segundo Souto, os dois começaram a brigar. Ele puxou a arma e atirou. "Era para intimidá-lo, mas ele não se intimidou". Os outros dois tiros, que atingiram a cabeça do professor, teriam sido consequência dessa luta.
O acusado mostrou um pequeno ferimento no dedo indicador e não apresentava nenhum hematoma no rosto.
O delegado do 93.º Distrito, Ricardo Arantes Cestari, disse que não vai esperar mais que Souto se apresente. "O advogado pode dizer que ele vai se apresentar em três horas, mas nesse tempo vamos procurá-lo".


