Sindicatos querem revisão dos cortes
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sexta-feira, 13 de novembro de 1998
Agência Estado 
Caso os cortes de verbas na áreas de Saúde e saneamento sejam mantidos, o Brasil enfrentará, no próximo ano, o agravamento de epidemias e da mortalidade infantil. O alerta foi feito, ontem, em Brasília, pelos presidentes de sindicatos de médicos de todo o País durante encontro com os presidentes da Câmara, Michel Temer, e do Senado, Antônio Carlos Magalhães. Os sindicalistas reivindicam do Congresso a revisão dos cortes na área social previstos no Orçamento.
Os serviços de prevenção e de atendimento de doentes vai para o espaço, afirmou o presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo, José Erivalder Guimarães de Oliveira, referindo-se ao corte de R$ 1 bilhão na área da Saúde, incluindo R$ 700 milhões para o pagamento de hospitais. No setor de saneamento do governo, os cortes deverão ficar acima de R$ 200 milhões, disse ele. O grave é que, sem saneamento, acontece a proliferação de males, como a cólera, dengue, as verminoses e as diarréias.
Na conversa com os presidentes da Câmara e do Senado, os sindicalistas entregaram um documento que também critica o desvio da arrecadação da Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira (CPMF) para outros setores. O dinheiro, que era para a saúde, serviu para pagar dívidas do Sistema Único de Saúde com o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e parte foi para o Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), afirmou Oliveira.
Educação A diretoria da Associação dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) reuniu-se, ontem, com o ministro da Educação, Paulo Renato Souza, em Brasília. Os reitores ouviram do ministro que os R$ 441,3 milhões do Sistema Único de Saúde (SUS) serão repassados aos hospitais em 1999 sem problemas.
A dor de cabeça dos dirigentes, porém, continua sendo o ano de 1998, em que as despesas de custeio e investimento estão limitadas a 84% do previsto, apesar do anúncio de Paulo Renato, em outubro, de que o teto seria ampliado para 91,6%. As instituições já não têm mais como realizar despesas este ano, afirmou o presidente da Andifes, José Ivonildo do Rego.
Segundo ele, o ministro prometeu uma resposta para a semana que vem, quando deverá ter novo contato com a equipe econômica.


