Montevidéu, 26 (AE-IPS) - Um dos principais objetivos da Organização Regional Interamericana de Trabalhadores (Orit) é conseguir que a voz dos trabalhadores seja ouvida no processo de formação da área de Livre Comércio das Américas (Alca). A afirmação foi feita hoje (26), em Montevidéu (Uruguai), pelo secretário-geral da Orit, Luis Anderson. "São quase 45 milhões de trabalhadores querendo participar das conversações", acrescentou.
Do contrário, disse ainda, a Alca será combatida pelos sindicatos. Anderson participou de uma reunião com delegados da Coordenadoria de Centrais Sindicais do Cone Sul, que agrupa os países do Mercosul mais o Chile e Bolívia. Todas as centrais sindicais da América Latina e Caribe, além dos principais sindicatos dos Estados Unidos e Canadá, têm vínculos diretos com a Orit.
Anderson disse que desde 95 a Orit tenta abrir a porta da Alca ao movimento sindical e à sociedade civil. Ele informou também que dentre os principais opositores da participação dos trabalhadores na Alca estão o México, Colômbia, Costa Rica e Peru. Estes países entendem que se trata de um processo comercial no qual só devem intervir os governos e os empresários.

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