Sindicatos protestam no Centro Cívico contra Reforma da Previdência
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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018
Luís Fernando Wiltemburg<br>Reportagem Local 

O Coletivo de Sindicatos de Londrina e o Coletivo Mobiliza Londrina promovem, na noite desta segunda-feira (19), um ato contra a reforma da Previdência Social proposta pelo governo Michel Temer (MDB). A manifestação, no Centro Cívico, começou às 18h30, com cerca de uma hora de atraso em relação ao horário previsto, e faz parte de uma mobilização nacional de organizações e entidades nas grandes cidades do Brasil.
O presidente do Sindicato dos Eletricitários do Norte do Paraná, Sandro Ruhnke, explica que a data de hoje foi escolhida para o protesto porque foi anunciada como provável votação da reforma, no início do ano. "Inicialmente, prevíamos uma greve geral, mas, devido à intervenção militar no Rio de Janeiro, mantivemos o ato para esclarecer as pessoas sobre o que essa reforma trará para o trabalhador."
Além disso, afirma Ruhnke, os manifestantes vão cobrar os deputados para que votem contrários à proposta que, do ponto de vista das entidades, são prejudiciais ao trabalhador. "Nós queremos que eles (deputados) se posicionem. Nós faremos campanha contra a reeleição daqueles que votarem a favor da reforma", protestou Ruhnke.
O vice-presidente da Assuel (Sindicato dos Técnicos-Administrativos da UEL), Arnaldo Melo, avalia que a maioria dos trabalhadores está bem informada sobre a Reforma da Previdência. "A maioria está consciente que será o fim da aposentadoria", opinou. "Quando viram que não sairia (a aprovação), criaram essa intervenção militar no Rio de Janeiro, para escapar de uma forma não humilhante, usando a violência como pano de fundo", acrescentou.
Mais cedo, o MST (Movimento Sem Terra) ocupou a praça de pedágio da BR-369, em Arapongas, durante a manhã desta segunda-feira, também em protesto contra a Reforma da Previdência.
O governo federal argumenta que, se a proposta não for aprovada, não haverá recursos para custear a previdência dentro de alguns anos, mas, devido à impopularidade das alterações, a reforma enfrenta resistência dentro do Congresso Nacional, principalmente em ano eleitoral. Entretanto, a intervenção militar no Rio de Janeiro contra a violência cria obstáculo para que a proposta seja votada agora.


