Sindicatos não entram em consenso
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 21 de março de 2012
Rubens Chueire Jr. <br> <br> Equipe da Folha 
Curitiba - Os sindicatos dos docentes das universidades estaduais ainda não entraram em consenso sobre as propostas de reajuste salarial apresentadas pelo governo na terça-feira. O Sindicato dos Professores do Ensino Superior Público Estadual de Londrina e Região (Sindiprol/Aduel) realiza hoje uma assembleia definir seu posicionamento.
Enquanto isso professores das universidades estaduais de Maringá (UEM) e do Centro-Oeste (Unicentro), com campus em Guarapuava e Irati, recusaram os 31,73% de aumento, e ainda estudam novas assembleias para aprovar um indicativo de greve.
''O que foi apresentado prevê o pagamento de parcelas em até cinco anos e extrapola o período desse governo. Como vamos ter garantias de que vamos continuar recebendo?'', questionou a professora Marta Belini, vice-presidente da Seção Sindical da UEM (Sesduem).
Por outro lado os docentes da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) acataram a proposta de pagamento em quatro parcelas, mas tomaram uma precaução. Segundo o presidente do Sindicato dos Docentes da Unioeste (Adunioeste), Luiz Fernando Reis, foi aprovado um indicativo de greve para outubro, caso o governo não cumpra o que foi prometido. ''No ano passado esta proposta foi apresentada e depois o governo recuou, então temos que nos precaver e, por isso, o indicativo de greve para outubro, mês em que é para ser depositada a primeira parcela, foi aprovado por toda a categoria'', disse.
O Sindicato dos Professores da UEPG (Sinduepg) informou que uma assembleia será marcada até o início da próxima semana para analisar as propostas.
O governo fixou um prazo de dez dias para que os sindicatos apresentem uma resposta. As propostas apresentaram preveem um aumento de 31,73% ou R$ 573,95, equiparando o salário da categoria (R$ 1.808,82) com os técnicos-administrativos (R$ 2.382,77). O reajuste seria concedido em quatro (a partir de outubro) ou cinco parcelas anuais (pagas a partir de julho). No Paraná são cerca de 7 mil docentes nas universidades estaduais.


