Servidores estaduais realizam assembleias para discutir proposta anunciada, nesta sexta-feira (12), pelo governador Ratinho Junior. O FES (Fórum das Entidades Sindicais) adiantou que o fim da greve só pode ser definido pela categoria, negando a informação de fim do movimento grevista divulgada ontem pelo governador. A APP-Sindicato marcou assembleia para a manhã deste sábado (13), em frente ao Palácio Iguaçu. Sindiprol terá reunião do Comando Unificado na segunda-feira (15). Assuel e Sindipol–Polícia Civil mobilizam servidores para discutir o documento na próxima terça-feira (16).

O FES recebeu o documento oficial para análise e discussão entre os servidores, parte deles está reunida neste sábado em frente ao Palácio do Iguaçu em assembleia convocada pela APP-Sindicato. Em nota, o FES afirmou que “o fim da greve só pode ser definido em assembleias das categorias.”

As discussões da proposta serão realizadas em diferentes datas, seguindo a orientação de cada sindicato. O Comando Unificado do Sindiprol vai se reunir nesta segunda-feira para agendar a apresentação de proposta aos servidores e então definir uma posição. A Assuel está em processo de mobilização dos servidores e pretende discutir o documento na terça-feira, mesma data da assembleia do Sindipol-Polícia Civil.

PROPOSTA

Assim como apresentado no último dia 3, se aprovado, o reajuste de 5,08% será pago de forma parcelada. A proposta divulgada nesta sexta indica que a primeira parcela de 2% seria efetuada em janeiro de 2020. A segunda e a terceira de 1,5% cada seriam pagas em janeiro de 2021 e janeiro de 2022, respectivamente. As duas últimas seriam pagas caso a RCL (Receita Corrente Líquida) do ano anterior tivesse crescimento de, pelo menos, 6,5% em relação à do ano anterior. A defasagem dos salários em relação à inflação já passa de 17%.

Anteriormente, o reajuste total seria de 5,09% e seria efetuado em quatro parcelas, sendo a primeira de 0,5% em outubro deste ano. A segunda seria de 1,5% e seria liberada em março de 2020. A terceira, de 1,5%, teria seu pagamento em janeiro de 2021 caso a RCL do ano anterior tivesse crescimento de, pelo menos, 6,5% em relação à do ano anterior, assim como na nova proposta. E a quarta parcela também de 1,5% seria efetuada em janeiro de 2022, atrelado também ao crescimento de 7% da RCL em 2021.

Na proposta apresentada no último dia 3, o governador havia colocado como condição para a concessão do reajuste o fim da licença-prêmio, um afastamento remunerado a que o servidores tem direito na proporção de três meses para cada cinco anos servidos. Sobre o fim da licença, a assessoria do governo afirmou à reportagem que não estava na pauta da proposta apresentada nesta sexta. "É um assunto que será discutido amplamente."

REPOSIÇÃO

O governador acredita que com a formalização da proposta deve haver a reposição de aulas na rede estadual de ensino. Segundo o governo, a reposição das aulas deverá ser realizada durante o período de recesso escolar. Ainda conforme o governo, caso não haja reposição de horas e aulas, haverá aplicação de faltas, com desconto em folha dos dias parados. (Com Fernanda Circhia).

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