Brasília, 23 (AE) - Representantes de sindicatos e associações de servidores públicos percorreram hoje os gabinetes dos líderes dos partidos na Câmara e no Senado, pedindo apoio para a derrubada do veto presidencial ao dispositivo da lei que institui as carreiras típicas de Estado, que proíbe a contratação dos funcionários dessas carreiras pelo regime celetista.
Os representantes dos servidores afirmam que esse veto abre as portas para o "desmonte do Estado", pois, a partir de hoje, funcionários de carreiras de Estado, como fiscais da Receita, do Banco Central (BC), da Previdência e policiais federais, poderão ser contratados sem as garantias de estabilidade.
"Somos servidores de Estado, não de governo", protestou hoje a presidente da Federação Nacional dos Auditores e Fiscais dos Municípios, Jane Castello. "Tudo que chegar ao nosso alcance para reverter essa decisão, nós faremos."
"Atos, operação padrão e até greve, se necessário", avisou o secretário-geral da Federação Nacional dos Policiais Federais, João Valderi de Souza. Ele afirmou que 12 entidades que representam os servidores públicos estarão programando uma "manifestação estrondosa".
Numa carta aberta à população, assinada pelo Movimento pelas Garantias para as Carreiras de Estado, os servidores questionam a possibilidade de o governo cobrar impostos de grandes grupos econômicos, sem garantias.

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