SÃO PAULO - O Sindicorte (Sindicato Paraense de Pecuária de Corte) e o Simbax (Sindicato da Indústria Madeireira do Baixo e Médio Xingu) divulgaram ontem uma nota na qual manifestam ''apreensão com as medidas que proíbem a atividade produtiva em cerca de 15 milhões de hectares no Estado do Pará''. Quinta-feira, em resposta aos assassinatos da missionária americana Dorothy Stang e de outras três pessoas no Pará nos últimos dias, o governo federal anunciou um pacote de medidas para combater a grilagem de terras, a violência e os crimes ambientais no Estado.
Entre as medidas, estão a criação de duas áreas de preservação ambiental, que juntas somam mais de 3,8 milhões de hectares, e a interdição de uma área de 8,2 milhões de hectares na margem esquerda da BR-163.
De acordo com a nota divulgada pelo Sindicorte e pelo Simbax, ''as medidas foram ardilosas e oportunisticamente associadas a recentes atos de violência no campo, que desde o primeiro momento os produtores rurais do Estado fizeram questão de condenar e repudiar''.
''A grave questão fundiária que afeta a todos que vivem na Amazônia não pode servir de pretexto para cercear de forma discricionária a atividade de uma larga classe de empreendedores que, há mais de 30 anos, se instalou na região da estrada Transamazônica atendendo a um apelo do próprio Governo Federal para um projeto de desenvolvimento regional'', dizem os sindicatos na nota.
Além disso, manifesta o ''inconformismo diante da maneira rude e autoritária com que o governo federal vem tratando esta questão, interditando as oportunidades de trabalho e desenvolvimento para milhares de pessoas em nome de uma política de preservação anti-econômica, anti-social e antidemocrática''.

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