Curitiba – O Fórum das Entidades Sindicais (FES), que reúne 21 instituições representativas dos funcionários públicos do Paraná, confirmou a convocação de uma greve geral a partir de terça-feira. Na mesma data, às 9 horas, as diversas categorias devem participar de um ato unificado em frente ao Palácio Iguaçu, na capital paranaense. Segundo a professora Marlei Fernandes, secretária de finanças da APP-Sindicato e membro da coordenação do FES, a ideia é que um grupo se concentre na Praça Santos Andrade e outro na Praça Rui Barbosa. Depois, ambos se encontrarão no Centro Cívico.
A FOLHA havia informado ontem que o protesto ocorreria já na segunda, quando está previsto o envio do projeto de lei que reajusta os vencimentos dos trabalhadores em 5%, de forma parcelada. Neste dia, porém, a tendência é de que apenas parte dos servidores se desloque ao local, para acompanhar a sessão na Assembleia Legislativa (AL). Nas cidades do interior, incluindo Londrina, a mobilização será em frente aos Núcleos Regionais de Educação (NRE).
Além dos professores da rede pública, paralisados há 20 dias, e dos docentes das universidades estaduais, categorias como a dos agentes penitenciários, dos servidores do meio ambiente e dos trabalhadores em saúde estão marcando assembleias para os próximos dias. "Já tínhamos a deliberação de que, se o governo trouxesse qualquer índice menor que 8,17%, faríamos a greve geral", afirmou Marlei.
Antes de ir a plenário, a mensagem governamental precisa passar pelo aval das comissões temáticas, como a de Justiça. "A primeira medida é que o governo não envie o projeto. Mas vamos conversar com os deputados e pedir que, caso chegue, não seja votado", completou a professora. A APP defende que a gestão tucana retome as negociações. Anteontem, o Executivo informou, ao anunciar os valores, que havia encerrado o diálogo e que contabilizaria as faltas a partir de 27 de abril.

APELO
Em nota, a secretária da Educação, Ana Seres, fez um novo "apelo" pela volta às aulas nas 2,1 mil escolas da rede estadual. "O governo do Estado esclarece que, conforme a legislação que rege as contratações de professores temporários (PSS), a ausência ao serviço por mais de sete dias úteis consecutivos, sem motivo justificado, é motivo de rescisão do contrato", diz trecho. O Executivo também ameaça abrir processos para apurar casos de insubordinação de diretores que mantiveram as escolas fechadas ou dificultaram o acesso dos estudantes durante a paralisação.

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