Sindicatos do setor de transportes do Paraná aprovaram ontem a decisão judicial que favorece o advogado Aluísio Pires de Oliveira, de Curitiba. Ele ganhou uma liminar na Justiça para pagar apenas 50% do valor do pedágio no trecho de 240 quilômetros, que vai da capital ao município de Jaguariaíva. Oliveira reclama que a empresa vem descumprindo o contrato por não fazer o serviço de manutenção da estrada e dos acostamentos.
‘‘Precisamos saber se a liminar vai se sustentar. Se for sustentada, vai ser a base para buscarmos os nossos interesses’’, comentou Dilmar Cunha Bueno, presidente do Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos do Paraná (Sindicam). Rui Cichella, que preside o Sindicato das Empresas de Transportes de Carga no Estado do Paraná (Setcepar), comemorou o resultado.
Para Cichella, a liminar ganha pelo advogado ‘‘abre um precedente’’ para que as entidades de classe possam questionar a qualidade dos serviços prestados pelas concessionárias. O presidente do Setcepar diz que ‘‘as estradas não estão nas mesmas condições que o preço do pedágio pago por todos nós’’. Ele entende que a precariedade das rodovias poderia ser combatida, se o governo do Estado resolvesse criar o conselho de usuários, com poderes para fiscalizar as concessionárias.
Bueno e Cichella disseram que vão estudar a ação do advogado Aluísio Pires de Oliveira para embasar eventuais contestações na Justiça. ‘‘Vamos buscar as informações que ele (Oliveira) usou para tentar beneficiar a nossa categoria’’, afirmou o presidente do Sindicam. No entanto, Bueno ressaltou que isso só vai ser possível se o advogado conseguir que a Justiça aceite o mérito da questão.
A assessoria de imprensa da concessionária Rodonorte, que administra o trecho sujeito à liminar, informou ontem que a empresa só vai se manifestar depois de ser notificada oficialmente.

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