Sindicato vê ligação entre Funeas e Sesa
Desde 2014, ano em que foi criada, a Fundação Estatal de Atenção à Saúde do Paraná (Funeas) é duramente criticada por sindicatos do setor, que enxergam na fundação uma terceirização dos serviços. Elaine Rodella, representante do Sindicato dos Servidores Estaduais da Saúde (SindiSaúde), vê uma ligação "muito íntima e duvidosa", entre a Secretaria de Saúde e a Funeas. "O diretor-presidente da fundação era assessor jurídico da Sesa. Se o governo quer gerenciar melhor a saúde, que modernize os processos. A solução não pode ser desta forma", opina.
Elaine lembra que nenhuma experiência de delegar a gestão de unidades hospitalares a terceiros foi bem sucedida no Estado. "Temos exemplos concretos que o repasse dos serviços a entes alheios não funcionou e não funciona. Em São Paulo, as unidades neste modelo de gestão custam cerca de 30% mais que as administradas pelo Estado", compara. A sindicalista também argumenta que repassar a gestão para a fundação reduz o controle público e pode facilitar possíveis desvios financeiros.
Para Carlos Alexandre Lorga, as contestações têm cunho ideológico e não encontram sustentação. "As contestações fazem parte do processo democrático. Eu respeito, mas não posso concordar que trata-se de uma terceirização. A fundação é pública, vinculada à Sesa. Não se trata de delegar os serviços a ente alheio, como uma parceria público-privada, por exemplo. Mas considero que a discussão é saudável", rebate. Lorga aponta que o modelo de fundação de saúde não é novo e que "já mostrou resultados positivos em Estados como o Rio Grande do Sul, Bahia e Pernambuco". (C.F.)





