Sindicato vai intensificar fiscalização em obras
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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem Local 
Londrina - O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de Londrina (Sintracom) promete aumentar a fiscalização nos canteiros de obras para diminuir o número de acidentes de trabalho. O alvo principal são as pequenas construções, onde há pouca estrutura e investimento para garantir a segurança dos operários.
Somente este ano, três trabalhadores perderam a vida em acidentes de trabalho em obras de Londrina, Cambé e Rolândia. "Muitas vezes o profissional autônomo ou o pequeno construtor não tem conhecimento sobre as medidas de segurança que devem ser tomadas. Queremos promover a vigilância e estar mais perto destes locais", explicou o presidente do Sintracom Londrina, Denílson Pestana.
Segundo o sindicato, em 2012 não houve nenhuma morte de trabalhador ligado ao Sintracom vítima de acidente de trabalho em Londrina e nos 33 municípios da área de abrangência da entidade. Cerca de dez mil trabalhadores estão associados ao Sintracom.
Em 2011, 59.808 trabalhadores da construção civil no Brasil se acidentaram ou foram afastados do trabalho por doenças e 471 morreram. Em 2010, 55.920 sofreram acidentes e 456 não resistiram. Os dados são do Ministério da Previdência Social.
Apesar de não ter estatísticas oficiais, o sindicato informou que as principais causas de acidentes na Região Metropolitana de Londrina (RML)são queda de altura, choque elétrico e soterramento. "Além dos equipamentos de segurança individual como capacete, luva, óculos, botas de borracha, é necessário também a segurança coletiva. Como o uso de plataformas, bandejas a cada dois pavimentos", colocou Pestana.
"Cada etapa de um obra, fundação, colocação da laje, do telhado, exige alguns requisitos específicos de segurança individual e coletiva", apontou Rogério Perez Garcia, chefe de fiscalização do Ministério do Trabalho em Londrina.
Garcia concorda que as pequenas obras são as mais preocupantes. "As grandes construtoras estão bem organizadas e normalmente não temos preocupação quanto à questão da segurança. Nas pequenas, há mais irregularidades e negligência. E com isso surgem mais acidentes", relatou Garcia.
O sindicato espera até março poder utilizar uma Unidade Móvel para visitar as mais de 700 obras de Londrina e levar conhecimento teórico e prático de medidas de segurança. O veículo estará equipado com televisor e material didático. Toda empresa é obrigada a fornecer pelo menos seis horas de treinamento no local de trabalho antes do operário iniciar suas atividades.
"Vamos exigir que a construtora que tenha mais de 20 funcionários cumpra a lei e instale uma Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa). Para as menores vamos eleger um representante que será o elo de ligação entre os empregados e o sindicato. Essas pessoas vão zelar para garantir a segurança dos trabalhadores. Queremos mudar o atual ambiente de trabalho", frisou Denílson Pestana.
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- Atenção tem que ser total


