Sindicato quer que Pitta vete lei
São Paulo, 22 (AE) - O diretor do Departamento Jurídico do Sindicato de Bares, Hotéis, Restaurantes e Similares do Estado de São Paulo, José Francisco Vidotto, vai conclamar os empresários do setor e marcar uma reunião com o prefeito Celso Pitta. "Vamos tentar fazer com que o prefeito vete essa lei, pois ela e anti-produtiva para a cidade", afirmou. "O turismo de São Paulo é principalmente noturno. O fechamento dos bares após a 1 hora vai acabar trazendo prejuízo para a economia da cidade, além de aumentar o desemprego", afirmou.
Depois de classificar o vereador Jooji Hato de "imbecil", Vidoto disse que "as pessoas que vêm a São Paulo para tratar de negócios acabam ficando uma noite a mais para conhecer nosso turismo noturno; é uma noite a mais nos hotéis, nos shoppings", disse. Caso o prefeito não vete a lei, o sindicato irá entrar com mandado de segurança na Justiça. "Se isso tudo não for suficiente, vamos distribuir folhetos para os nossos 200 mil funcionários com os nomes, telefones e o número da sala desses vereadores na Câmara para que os procurem para dar emprego", afirmou. Absurdo - Vidoto disse que São Paulo têm 40 mil estabelecimentos que trabalham após a 1 hora da manhã. "Se tiverem de cumprir a lei serão obrigados a fechar definitivamente", garantiu. "Essa lei é absurda", reagiu o gerente do Bar Pirajá, David Santiago da Cunha. "Só se estiver louco o prefeito irá sanciona-la", acrescentou.
Em sua opinião, os vereadores deveriam se preocupar com os bares da periferia, onde realmente acontecem os casos de violência. "Aqui as pessoas vêem bater papo e se confraternizar numa boa, sem confusão", acrescentou. "O fechamento dos bares após a 1 hora só vai servir para aumentar em 30% ou 40% o índice de desemprego na cidade, além de irritar os clientes", afirmou.
Já o gerente da Choperia Dado Beer, Deonizeti Rabelo, disse que vai esperar pela publicação da lei para se inteirar melhor da proibição. "Não conheeço a lei profundamente, mas pelo que tenho lido nosso estabelecimento não se enquadra na lei
pois temos restaurante, loja, galeria de arte e até uma fábrica de cerveja", disse.





