O Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo deve expulsar o vereador José da Silva Amorim (PTB) do seu quadro de associados e da categoria. Amorim, que foi diretor do sindicato de 1990 a 1997, votou contra a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara de São Paulo para apurar denúncias de corrupção nas administrações regionais.
A assembléia de expulsão acontecerá na quinta-feira, no Palácio do Trabalhador, sede da Força Sindical, no bairro da Liberdade. Ela foi convocada por meio de edital, já publicado em jornais da cidade.
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Paulo Pereira da Silva, afirmou que nada justifica o voto do vereador, ‘‘eleito pelos metalúrgicos para defender os interesses dos trabalhadores’’. O sindicato, contou, recebeu abaixo-assinado com mais de duas mil assinaturas pedindo o rompimento da entidade com qualquer posição tomada por ele. Assim é dado como certo que a assembléia vai afastar Amorim da categoria.
‘‘A expulsão não tem consequência prática quanto a mandato do vereador, mas tem grande significado político, pois trata-se de uma satisfação para a sociedade’’, afirmou Paulinho. ‘‘Além disso, numa próxima eleição os metalúrgicos não darão apoio a Amorim.’’ O vereador foi convidado para a assembléia, segundo Paulinho, e se comparecer terá espaço para explicar-se. Mas a votação de expulsão vai ocorrer de qualquer maneira porque a proposta partiu da diretoria do sindicato com base no pedidos dos associados. ‘‘Não é de hoje que ele vem votando contra os interesses da classe que o elegeu’’, afirmou o sindicalista.
A Polícia prendeu ontem mais um suspeito de envolvimento no atentado contra o ambulante Afonso José da Silva, ocorrido dia 20. O ex-policial militar Anidosvaldo de Assis Pereira, conhecido como Assis, foi preso ontem pelo delegado Romeu Tuma Jr. Na sexta-feira a polícia já havia prendido o camelô Marcelo Bento, que também é acusado de envolvimento na tentativa de homicídio.
Os dois confessaram à polícia que participaram do atentado, que envolveu duas outras pessoas, conhecidas como Willian e Terrinha. Segundo a versão apresentada, Willian e Terrinha teriam subido no prédio para matar Afonso, enquanto Bento ficou na portaria dando cobertura à ação.
A polícia procura outra pessoa que teria encomendado a Assis a morte de Silva. Assis teria contratado os três homens para matar o ambulante . O grupo cobrou R$ 1 mil pelo serviço, mas recebeu apenas R$ 400,00 adiantados. O restante seria pago após a execução.‘‘Resta saber quem foi o mandante do atentado’’, disse o promotor José Carlos Blat, do Grupo de Ação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECCO).

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