São Paulo, 27 (AE) - Parte dos 300 motoristas e cobradores de ônibus, reunidos em assembléia hoje, decidiram fazer greve por 24 horas, na segunda-feira. A paralisação será realizada nas garagens para exigir mais segurança e protestar contra o governador Mário Covas e o prefeito Celso Pitta, que não tomaram providências para acabar com a violência dos perueiros.
A assembléia foi tumultuada. As tendências políticas do sindicato Articulação Sindical, Corrente Classista e Novo Mundo defendiam a proposta de se realizar a greve nas garagens a partir da zero hora, enquanto a Resgate queria que a paralisação começasse às 8h e fosse realizada na rua, paralisando o trânsito nos principais corredores da cidade para impedir a circulação das peruas de lotação.
A votação foi por aclamação e não deixou claro qual a proposta vencedora. Em vez de fazer nova votação, o presidente do Sindicato dos Motoristas e Tralhadores em Transportes de São Paulo, Gregório Poço, da Corrente Classista, deu a vitória para a proposta de paralisação nas garagens, sob protestos dos integrantes da Resgate, que garantiam que houve empate. Este ano haverá eleições para a escolha da nova diretoria do sindicato.
Poço argumentou que a greve nas garagens puniria também os empresários, pois seriam multados pela SPTrans já que não colocariam a frota na rua e também não receberiam o dinheiro dos passageiros, embora os trabalhadores também corressem o risco de ter o dia descontado.
Já os integrantes da Resgate diziam que a paralisação na rua a partir das 8 horas não atingiria a maioria dos passageiros, que teria transporte para trabalhar, e impediria que os perueiros trabalhassem.

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