Sindicato prevê alta de 25% para frango até fim de 99
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segunda-feira, 11 de outubro de 1999
Por Sérgio Bueno 
Porto Alegre, 11 (AE) - O Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Rio Grande do Sul está prevendo uma alta de 20% a 25% nos preços do frango inteiro e em cortes até o final deste ano. De acordo com o presidente da entidade, Heitor Muller
toda a cadeia produtiva do setor está sendo levada aos "limites da exaustão" devido às baixas margens obtidas na atividade e não tem alternativa senão repassar custos até agora suportados pelas indústrias.
Na opinião de Muller, a situação tende a se agravar no período de entressafra da soja e do milho, insumos utilizados na produção de rações cujos preços deverão aumentar nos próximos meses. Segundo ele, a desvalorização do real também afetou as empresas, que passaram a pagar mais pelo próprio farelo de soja e materiais como embalagens de plástico, papel e papelão. Os custos dos transportes também cresceram em função dos constantes reajustes dos combustíveis, explicou.
Atualmente o quilo do frango resfriado pode ser encontrado a R$ 1,20 ou R$ 1,30 nos supermercados. Se a projeção de Muller se confirmar, ele chegaria a mais de R$ 1,60.
Especialistas do setor consultados pela Agência Estado concordam que os preços vêm apresentando uma leve reação, inclusive acompanhando a evolução das cotações da carne bovina, mas têm dúvidas de que os patamares de aumento possam chegar a 25%.
A avaliação mais comum é que o mercado consumidor dificilmente absorveria um reajuste desta ordem. O argumento de Muller em relação a este ponto, entretanto, é que a aproximação das festas de fim de ano, que tradicionalmente elevam o consumo de carne de aves, abriria espaço para a recomposição de preços.


