Rio de Janeiro, 11 (AE) - O sindicato dos médicos do Rio de Janeiro pediu ao Ministério Público uma investigação sobre a atuação da diretoria do Hospital Beneficência Portuguesa.
A denúncia de desvio de verbas está baseada em documentos obtidos no hospital: são notas fiscais da empresa Italuza que cobrou R$ 430 mil por reforma de imóveis da Beneficência.
Embora as notas tenham sido emitidas em um ano e sete meses, todas têm números em sequência. As assinaturas do dono da empresa, Francesco Lombardo, são diferentes. As quantias são sempre redondas e variam de R$ 2 mil a R$ 15 mil.
Outro fato também pode ser um indício que há desvio de verbas. O endereço da Italuza que consta nas notas fiscais é em um prédio no centro da cidadeonde, coincidentemente, funciona o escritório de advocacia do presidente da Beneficência, Carlos Alberto Rodrigues. Segundo o porteiro do edifício, há mais de dois anos a Italuza não tem escritório no prédio.

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