Sindicato pede investigação de policial
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 03 de setembro de 2008
Fernanda Borges<BR>Reportagem Local 
Londrina- O presidente do Sindicato dos Vigilantes de Londrina e Região, Orlando Luis de Freitas, protocolou ontem pedido de investigação junto à corregedoria das polícias Civil e Federal e Ministério Público sobre a ação do policial civil que deu ordem de prisão e algemou um vigilante que negou acesso pela porta-giratória de uma agência bancária. O gerente da agência também foi autuado. A confusão ocorreu terça-feira e assustou clientes e funcionários da agência do Banco Santander, no centro de Londrina.
Uma comerciante que estava atrás do policial aposentado Roberto Almeida, relatou à FOLHA que ele foi ''extremamente agressivo'' com o vigilante. ''Ele já chegou meio alterado e tentou passar, daí a porta barrou. Então ele disse para o guardinha que era policial e que estava armado'', contou. Em seguida, segundo a mulher, o vigilante pediu a identificação e o policial mostrou pelo vidro. ''Mas como o vidro é meio escuro o vigilante pediu para ver melhor. Então, ele disse: 'se você pegar isso na mão eu te prendo agora'. Todo mundo ficou assustado porque logo em seguida ele disse que ia chamar a polícia'', comentou a comerciante que preferiu não se identificar.
Ainda segundo a testemunha, uma equipe da Rotam chegou rapidamente. ''O vigilante chamou o gerente e disse que era o procedimento da empresa, mas ele não aceitou. Logo que entrou, foi pra cima do guardinha e prendeu ele'', completou a mulher, que foi até a 10 Subdivisão Policial após o tumulto acompanhar o vigilante e o gerente. ''Fui até lá mas o delegado não quis me ouvir'', disse.
Conforme o presidente do sindicato, ''o documento do policial estava rasurado e o vigilante fez o trabalho da forma correta. ''O profissional foi algemado dentro do seu serviço, isso é um absurdo, pois é um homem que trabalha há anos como vigilante e sabe como deve proceder. A porta trava sozinha quando é acionada por algum tipo de metal e ele não pode liberar o acesso sem antes checar se a pessoa é realmente um policial, como nesse caso que se tratava de uma pessoa armada'', disse Freitas.
Na delegacia, o vigilante foi autuado por desobediência e o gerente por resistência. O delegado chefe da 10 SDP, Sérgio Barroso, enfatizou que o policial trabalhou por mais de 30 anos, voltou a atuar, e é considerado um ''excelente policial''. ''Não houve nenhuma falha por parte dele. Ele afirmou que é cliente da agência e que comparece no local com frequência. A polícia tem acesso livre, porte livre de arma e não há outros tipos de problemas como esses registrado em qualquer banco aqui em Londrina. O próprio vigilante disse em depoimento que conhecia o policial. Nós lamentamos esse tipo de incidente, mas vamos orientar o policial a constituir um advogado para atuar contra aquela instituição financeira''.


