Curitiba, 17 (AE) - O Sindicato dos Servidores Estaduais da Saúde (Sindsaúde) pediu hoje à Secretaria de Saúde do Estado que intervenha no Hospital São Roque, localizado no município de Piraquara, na região metropolitana de Curitiba. Segundo a entidade, 49 pessoas foram vítimas de intoxicação alimentar no hospital há 15 dias. A instituição, mantida pela secretaria, é especializado no tratamento contra a hanseníase. A direção do hospital diz que a situação está sob controle.
Em carta enviada ao secretário da Saúde, Armando Raggio, a presidente do Sindsaúde, Mari Elaine Rodella, informou que 32 pacientes e 17 funcionários da instituição apresentaram sintomas como diarréia e vômitos. A sindicalista acusou a direção do hospital de ter demorado para evitar que os problemas se alastrassem. A suspeita é de que a contaminação tenha sido causada após o consumo de maionese produzida na cozinha do hospital. O alimento foi preparado com ovos, onde pode ser encontrada a bactéria salmonela que provoca problemas digestivos.
Alimentos em estado de deterioração, como carne e feijão
também estariam sendo servidos a pacientes e funcionários. O diretor do Departamento de Saúde Ambiental da Secretaria, Isaías Cantóia, informou que a carta remetida pela presidente do Sindsaúde não havia chegado até a tarde de hoje. Cantóia confirmou que o hospital sofreu um "surto" de intoxicação alimentar em 6 de fevereiro.
No entanto, garantiu que no dia seguinte as vítimas foram medicadas e estavam fora de perigo. A secretaria confirmou apenas que 32 pessoas (18 funcionários e 14 pacientes) apresentaram os sintomas. Sobre o estado de conservação da cozinha, onde a maionese foi preparada, o Sindsaúde revelou na carta que a própria Vigilância Sanitária do município de Piraquara "constatou problemas gravíssimos, como a proliferação de ratazanas na rede de esgoto".
"A vigilância indicou as providências necessárias e, até o momento, nada foi feito para controlar a situação", reclamou a presidente do sindicato. A administradora do hospital
Reni Monaretto, garantiu que a situação no hospital estava sob controle. "Está tudo bem. Isto parece ser mais briga do sindicato com a secretaria", disse.

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