Sindicato pede apuração de transferência de presos
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quarta-feira, 25 de outubro de 2006
Flora Guedes<br> Equipe da Folha 
Curitiba- A presidente do Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário do Paraná (Sinssp), Sandra Márcia Duarte, acha importante que o governo investigue se o pedido de transferência feito pelos 21 presos do Centro de Detenção e Ressocialização (CDR) de Piraquara é para, de fato, ficarem mais próximos dos familiares. Essa foi a principal reinvidicação que motivou a rebelião na unidade prisional, na última segunda-feira, e que só terminou com a saída dos presos e a promessa de que seria providenciado um estudo do pleito pelo secretário da Justiça e da Cidadania do Estado.
''Eles alegam que buscam ficar mais próximos de suas famílias. Mas assistimos anteriormente dessas cenas, e se tratavam de membros do PCC (Primeiro Comando da Capital) se articulando para expandir a facção criminosa a outras unidades penais e ampliar sua rede'', disse. ''A®MDNM¯ gente entende que o governo deve ter essa cautela, assim como os outros estados. Isso faz parte da práxis da Vara de Execuções Penais (VEP), que deve garantir se não é esse o objetivo deles'', reforça Duarte.
De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Justiça (Seju), o Departamento Penitenciário do Paraná ainda está conversando com os 21 presos que pleitearam a transferência e pediu que eles elaborem uma lista com os nomes e destinos desejados para que tudo seja, ainda, formalizado. Dez presos estão pedindo a transferência para fora do Estado e o restante para unidades prisionais do interior do Paraná.
A assessoria também informou que todos os detentos manifestaram o objetivo de ficar perto dos parentes ou no estado de origem. Para tanto, será preciso que eles comprovem através de documentos os vínculos familiares e residência nesses locais que justifique a transferência. Só então, o processo irá para a VEP, que por sua vez vai encaminhar o pedido de transferência para as varas penais e aos outros estados, que vão decidir se aceitam ou não os detentos. A assessoria do Seju reforça que os presos têm plena consciência do tempo demandado e de todas etapas que compreendem um processo dessa natureza.


