São Paulo, 16 (AE) - O presidente do Transurb, o sindicato dos donos de empresas de ônibus, Belarmino da Ascenção Marta, afirmou na tarde de hoje que não será possível pagar os motoristas e cobradores se a Prefeitura de São Paulo continuar desrespeitando o acordo, assinado há 45 dias, que prevê a quitação da dívida com as companhias. Segundo o Transurb, dos R$ 43 milhões que a São Paulo Transporte (SPTrans) deveria pagar nos meses de junho e junho, apenas R$ 10,5 foram repassados para o sindicato. A dívida total já chega a R$ 170 milhões.
"Assim fica muito difícil, pois a Prefeitura não está cumprindo o que prometeu assinando o aditivo", afirmou o presidente. "Se o dinheiro não chega, não podemos pagar os funcionários, que ameaçam com greve". Belarmino Marta afirmou que, além do pagamento dos funcionários, as empresas estão tendo dificuldades na manutenção dos veículos. "Cada ônibus gasta diariamente cerca de 120 litros de óleo diesel", disse. "Além de outras despesas". Ele voltou a criticar as peruas clandestinas. "Estamos preocupados, pois está sendo adotado em São Paulo um transporte inseguro com as peruas", disse. "Isso não pode acontecer".
"O que as empresas querem é ter funcionários satisfeitos e bem pagos, mas é muito difícil cumprir a nossa parte, pois a Prefeitura precisa repassar o que nos deve". Na manhã de hoje, representantes do Transurb tiveram uma reunião com o secretário municipal de Transportes, Getúlio Hanashiro. Além de uma nova reunião para terça-feira, nada ficou resolvido. Assembléia - A SPtrans informou que não tem dinheiro parado em seu caixa. Tudo o que a Prefeitura passa é repassado para o sindicato. A empresa informou que a dívida relativa aos dois meses não é de R$ 33 milhões, mas de R$ 18 mil. Na tarde de hoje
o sindicato dos motoristas e cobradores realizou um assembléia para decidir o futuro da categoria.

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