Londrina - O Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Coletivos de Londrina (Sinttrol) realizou ontem uma fiscalização na saída dos terminais de ônibus para averiguar se todos os veículos estava saindo com cobradores. O diretor do conselho fiscal do Sinttrol, José Gomes Sobrinho, disse haver denúncias de que carros de socorro estariam circulando sem os cobradores. ''Esses veículos realizam o socorro quando há um problema mecânico ou quando um pneu fura e, segundo o acordo firmado entre o Sinttrol e as empresas de transporte coletivo, não podem circular sem cobradores'', comentou.
Eles avisaram que a fiscalização continuará nos próximos dias e se os fiscais do sindicato constatarem que algum carro está sem cobrador, impedirão que o veículo saia. Os representantes do Sinttrol relataram que no primeiro dia de fiscalização não foi constatada nenhuma irregularidade. ''Não queremos generalizar o protesto. Por enquanto, as negociações entre o Sinttrol e as empresas estão ocorrendo em paz'', comentou.
Outro diretor do Sinttrol, Rogério Pereira, afirmou que a informação de que havia sido assinado um acordo permitindo a retirada de cobradores na gestão anterior não procedia. ''O que o sindicato assinou durante a licitação foi um contrato que possuía um anexo que diz que todo motorista tem de sair com cobrador e a única exceção que o Sinttrol fez foi do período noturno, após as 19h. Inclusive, isso foi passado por votação com todos os cobradores'', completou.
O porteiro do Terminal Central, Valdinei Soares, comentou que trabalha na função há oito meses e afirmou que nunca viu ônibus algum sair sem cobradores durante o dia. Ele disse que nunca tomou conhecimento de qualquer acidente envolvendo ônibus que tenham saído do terminal sem cobradores no período noturno.
Um dos cobradores demitido pela Transportes Coletivos Grande Londrina na semana passada, Jarbas Aparecido de Jesus, contou que na quinta-feira passada um motorista da linha 411 teve um infarto do miocárdio e quem teve de parar o ônibus foi um passageiro. ''Como não tinha cobrador, foi o passageiro que teve de assumir o volante, ou seja, trabalhando sozinho o risco de um acidente aumenta'', comentou.
A passageira Angelita Ferreira, 35 anos, contou que é contra a retirada dos cobradores das linhas porque muitas vezes, nas linhas noturnas que circulam sem cobradores, já ficou muito tempo parada em função da fila de pessoas que se forma na porta dos veículos. Outra usuária relatou que já viu um motorista realizar a cobrança das passagens com o carro em movimento.
O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo de Londrina (Metrolon) afirmou que não iria se pronunciar a respeito da fiscalização.

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