Londrina- As direções dos Correios e do sindicato dos trabalhadores na região de Londrina divergem quanto ao índice de adesão dos funcionários à paralisação nacional. Enquanto a empresa afirma que não é possível precisar o número de grevistas, a Regional de Londrina do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná estima que até 90% pararam em alguns setores.
A gestora de negócios internacionais dos Correios na região de Londrina Fátima Gonçalves da Silva, tanto as agências próprias quanto as franqueadas estão funcionando normalmente e as adesões são pontuais. ''A postagem está normal, mas não garantimos o prazo de entrega. A prioridade são os malotes, sedex e cartas urgentes'', informou. Ela acrescentou que os quatro centros de distribuição domiciliar estão funcionando normalmente.
Por outro lado, o diretor do sindicato em Londrina, Cícero da Silva, calcula que a adesão dos carteiros tenha variado ontem entre 15% e 30%. Já entre os operadores de transbordo e triagem, a adesão seria de até 90%. O piso salarial da categoria hoje é de R$ 603,00, mais benefícios. ''Durante a manhã e a tarde os trabalhadores ficaram mobilizados no Centro de Tratamento de Cargas e Encomendas (CTCE) e a paralisação é por tempo indeterminado'', decretou.
A categoria tem três reivindicações principais: cumprimento de acordo de pagamento de 30% de adicional de risco e implantação de Plano de Carreiras, Cargos e Salários e de participação nos lucros que contemplem todos os níveis de funcionários. ''A paralisação permanece enquanto a empresa não abrir um canal de negociação'', garantiu. Fátima, no entanto, garante que os Correios nunca negaram-se a conversar com o movimento.

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